Não saber não é o problema. Dificuldades para aprender não definem o potencial de um ser humano. Afinal, somos todos capazes, com talentos e habilidades, em evolução e permanente processo de aprendizagem.
O problema está em não se dispor a aprender, não sentir prazer em aprender. Menosprezar a importância do conhecimento e a necessidade de sempre aprender.
Leituras variadas e significativas, releituras, pesquisas, informações, trocas de conhecimentos e experiências, aprender e reaprender, qualificar-se, melhorar-se. Aprimorar o intelecto para uma existência desafiadora com saúde física, mental, emocional e espiritual.
Obter informações e conhecimentos em fontes não confiáveis é colocar-se em situações de risco.
Mesmo com tempo disponível, condições favoráveis e oportunidades para estudar ou voltar a estudar, por que muitos de nós nos acomodamos nas frivolidades?
Seria por acreditar que não vale a pena aprender, se atualizar, que é perda de tempo, que já sabemos o suficiente ou já estamos preparados?
Até que chegam os imprevistos, os desafios, as frustrações, as novas exigências do mercado de trabalho.
Não acompanhar os avanços tecnológicos e científicos, não conhecer a si mesmo, não assumir responsabilizades sociais, não trabalhar o autocontrole emocional e financeiro, não se adaptar às transformações sociais, comprovam que estamos despreparados.
Por que não fazer bom uso das tecnologias tendo acesso a conhecimentos e informações significativas, confiáveis e na palma da mão? Por que optar pela ignorância? Seria para não termos que rever ou reavaliar nossos conceitos e preconceitos? Por arrogância? Por insegurança?
Será que nos tornamos reféns dos nossos comportamentos viciantes? Nosso cérebro sucumbiu aos vícios em jogos virtuais, em redes sociais, às drogas lícitas e ilícitas? Estaríamos a caminho da desconexão com a vida real ignorando o sentido da vida?
Saberes variados, aprender a aprender, valorizar, aprender e evoluir com a diversidade humana. Priorizar a reflexão, o pensar, repensar, avaliar, reavaliar, dialogar, questionar, duvidar, se posicionar, aprender e ensinar. Nos faz diferenciados, autoconfiantes, autoconscientes, críticos com argumentos, criativos e visionários.
Apenas ouvir e seguir os outros sem refletir, sem questionar ou duvidar, não pesquisar para confirmar, são pedras que dificultam o caminhar. Seria comodismo, imediatismo, dependência intelectual?
Hábito de leitura, aprendizados, formação continuada, aprender a dialogar, conviver com respeito às diferenças, esperançar. Se transformar em um livre, responsável e solidário pensador sustentado por valores éticos e humanitários. Ser inovador e criativo, preparado para alcançar voos autossustentáveis e produtivos. Sentir-se útil e realizado.
Se dispor a aprender depende de humildade e coragem para descortinar a realidade.
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