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EXPECTATIVAS DOS FILHOS | Elibesi Real & Surreal

EXPECTATIVAS DOS FILHOS

Publicado em 03/08/2025 por Elibesi

 

SEREM BEM RECEBIDOS POR PAIS, pai(s) e/ou mãe(s), maduros, responsáveis e afetuosos, que tenham respeito pela vida humana, pela humanidade, pelo planeta.

 

Por pais que tenham se planejado para receberem com dignidade uma vida humana que estará sob suas responsabilidades por muitos anos.

 

Por pais parceiros, equilibrados emocionalmente, bem informados, dispostos a cuidar, proteger, acompanhar, orientar, dar limites, acolher, ensinar a fazer o bem, brincar juntos, alimentar o melhor do ser humano. Pais preparados e dispostos a assumirem com amor as responsabilidades familiares-afetivas.

 

Pais que não tenham filhos por acaso, por descuido, por capricho, vaidade, por status, para obter vantagens financeiras, por obrigação, por cobranças sociais, para ocupar o tempo, ter uma companhia ou por acreditar que manterão relacionamentos amorosos.

 

Serem educados por pais dispostos a sempre aprenderem em fontes confiáveis sobre como cuidar e educar um ser humano em formação, sobre seu desenvolvimento físico, mental  e emocional. Dentre outros importantes conhecimentos científicos, a importância do córtex pré-frontal, última região do cérebro a ser formada, que explica determinados sentimentos, pensamentos e comportamentos de crianças e adolescentes.

 

Pais que eduquem meninos e meninas com os mesmos direitos, deveres, oportunidades e poderes, com respeito e admiração mútuos, respeitando escolhas e individualidades, sem papéis pré-definidos, sem preconceitos ou discriminações. Para que cada um perceba-se, primeiramente, como seres humanos.

 

Pais que saibam dialogar com os filhos, saber ouvir e falar com afeto, sem julgamentos. Que cultivem o diálogo respeitoso no ambiente familiar possibilitando o conhecer e deixar-se conhecer, criando uma conexão de confiança entre pais e filhos, preparando-os para priorizar o dialogar nas relações interpessoais em todas as fases da vida.

 

Pais que eduquem os filhos sem competições, preferências ou comparações, sem cobranças desnecessárias. Sem violência física e/ou emocional.  Filhos querem e precisam sentir-se igualmente amados e respeitados para aprenderem a amar e respeitar, encontrar sentido no viver, no conviver e no aprender.

 

Pais que, por meio de bons exemplos e do diálogo familiar, ensinem sobre afeto, empatia, humildade, compaixão, autocontrole, autoconsciência, autoconfiança, solidariedade e respeito pelo próximo. Sobre caráter, honestidade, trabalho, responsabilidade, humanidade. Ensinar a fazer o bem sem interesses pessoais.

 

Pais que ensinem a viver e a conviver, respeitar, aprender e evoluir com a diversidade humana. Valiosa diversidade cujas habilidades, competências, criatividade e contribuições enriquecem a humanidade.

 

Pais que despertem nos filhos a HUMILDADE necessária para reconhecer que fazemos parte de uma única raça, a RAÇA HUMANA, que vive na mesma casa, no PLANETA TERRA, portanto, aprendendo e evoluindo uns com os outros, trocando conhecimentos e experiências.

 

Pais que valorizem e ensinem a valorizar o aprendizado escolar, o hábito de leitura, o estudar, o pesquisar, o conhecimento, as Ciências. Conscientizar que o aprendizado continuado permite lidar com os desafios do cotidiano com mais tranquilidade e autoconfiança. Fazer bom uso das inovações tecnológicas com segurança. Acompanhar as mudanças do mercado de trabalho. Conhecer mais sobre os sentimentos e comportamentos humanos. Saber fazer boas escolhas.

 

Pais que tenham uma participação mais ativa na vida escolar dos filhos e nos valiosos e necessários momentos de lazer em família preservando o descanso físico e mental dos filhos, alimentos para o prazer de viver, o saber conviver e o aprender.

 

Pais que respeitem o ritmo de aprendizagem de cada filho tendo a consciência de que dificuldades de aprendizagem ou notas abaixo da média não definem o grande potencial de um ser humano. O cérebro humano é preparado para aprender e reaprender em qualquer fase da vida.

 

Pais que ensinem seus filhos a pensar, a pesquisar, observar, questionar, duvidar, argumentar, se posicionar, não se deixar manipular. A não confiar cegamente em alguém sem antes confirmar a sua verdadeira história de vida. A não se deixar influenciar pela aparência física ou condição social. A ser um consciente responsável LIVRE PENSADOR.

 

Sobre estar ou não preparado para relações amorosas. Ensinar a  lidar com os "nãos" da vida sem perder a autoestima, o amor-próprio e o respeito pelo outro. Que um ser humano não é propriedade de outro ser humano. Que um ser humano não é responsável pela felicidade pessoal de outro ser humano. Que felicidade pessoal é, primeiramente, estar bem consigo mesmo, cuidar da própria saúde física, emocional e espiritual. Saber conviver com respeito às diferenças, se fazer útil e produtivo.

 

Por meio do diálogo e bons exemplos familiares, os filhos, desde pequenos, devem ser conscientizados de que todos, meninos e meninas, homens e mulheres, são IGUALMENTE capazes, livres, importantes, valiosos, imperfeitos e necessários, em constante processo de aprendizagem, em evolução. Que um não é mais nem menos que o outro, pois todos somos igualmente SERES HUMANOS, independentes e interligados.

 

Sobre a importância dos valores éticos e humanitários na trajetória de vida de um ser humano. Sobre saber respeitar as fragilidades humanas, lidar com as mazelas humanas. Acreditar e investir no infinito potencial humano que se desenvolve, se sustenta e se fortalece desde que com bases sólidas em valores éticos e humanitários.

 

Pais que preparem os filhos não apenas para a realização pessoal-profissional, mas, principalmente, para serem SERES HUMANOS REALMENTE HUMANOS, priorizando a saúde física, mental, emocional e espiritual. Prepará-los para lidarem com os desafios da vida real mantendo a saúde emocional. Se fazer útil e produtivo com responsabilidade social.

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